21.6.18

8.000 avistamentos de Maddie, em 10 anos e 10 meses, em 101 países: um fenómeno que deve ser estudado e analisado por académicos e especialistas

Avistamentos de Madeleine McCann em todo o mundo
De 3 de maio de 2007 até 27 de Março de 2018, um total de 8.000 supostos avistamentos de Madeleine foram registados em 101 países, da Argélia ao Vietname, de acordo com dados recolhidos pelo jornal inglês “The Sun”.
 
Madeleine McCann: avistamentos na Europa
Assim, durante quase 11 anos - mais exactamente 10 anos e 10 meses, o que dá 3,900 dias - houve 2 alegados avistamentos de Madeleine McCann todos os dias, em todo o mundo. Este é um fenómeno que merece ser estudado por académicos e especialistas.
Alguns casos são surpreendentes: na pequena ilha de Malta, 29 avistamentos foram registados, no mês seguinte ao desaparecimento de Maddie.
 
Distância entre Portugal e Malta, de avião
A distância mais curta entre Malta e Portugal é de 1.258 milhas. Se a viagem for feita de avião (a uma velocidade média de 900 km/hora) de Malta para Portugal, levam-se cerca de duas horas e vinte minutos.
 
Distância entre Lisboa e Malta - rota marítima
Por mar, a distância é de 1.497 milhas náuticas. Aos 10 nós de velocidade, num barco, demoram-se 6,2 dias para ir de Lisboa a Malta. O país é um dos menores do mundo e um dos mais densamente povoados. A sua população está estimada em 422.000 habitantes, espalhada por apenas 122 quilómetros quadrados, com uma densidade populacional de 1.562 pessoas por quilómetro quadrado (4.077 milhas quadradas), índice que ocupa o sétimo lugar no mundo.

7.6.18

Cães-pisteiros, a campanha contra Eddie e Keela e o artigo da “Vanity Fair” sobre Maddie

"Daily Mail", em 2005: "O cão-polícia que ganha mais do que o chefe da polícia"
Judy Bachrach é uma respeitada jornalista americana, colaboradora da “Vanity Fair”, uma revista popular, sobre o mundo do espectáculo, moda e temas da actualidade, publicada pela Condé Nast, nos Estados Unidos. Conheci-a na Praia da Luz, em 2007. Encontrou o meu blog ao “googlar” sobre o caso Madeleine McCann, entrámos em contacto e jantámos juntos.

Foi um jantar longo e o caso Maddie foi praticamente o único assunto. Contei-lhe tudo o que sabia e já tinha publicado, dei-lhe algumas "dicas" e chamei-lhe a atenção para a forma como os Media britânicos estavam a cobrir o o caso. Ela escreveu uma longa história, “Orações sem Resposta”, onde me cita e tem algumas palavras lisonjeiras, dizendo que eu escrevia um blog sobre Madeleine “com considerável autoridade”, e parecia ter “excelentes contatos junto da polícia”.

Li a história, algumas semanas depois de ser publicada. Voltei a ver o artigo, há alguns dias, durante uma pesquisa na Netr, e li-o novamente. Não sei como, mas passou-me completamente um detalhe, quando o li pela primeira vez. Judy Bachrach escreveu que “depois de Madeleine ter desaparecido, os moradores locais usaram os seus próprios cães, sob a orientação da polícia, que os acompanhou com cães especializados em detectar drogas” para tentar encontrar Madeleine. Judy cita Robert Tucker, responsável de um empresa de segurança em Nova York, que afirma saber muito sobre o trabalho de investigação da polícia, mas não conseguia imaginar "por que razão a polícia iria querer que alguém trouxesse seus cães para ajudar".

Fiquei surpreendido com isto. Nunca ouvi absolutamente nada sobre esse detalhe. E, no entanto, parece-me ser apenas uma questão de bom senso, certo? Faz algum sentido, para alguém, para um cidadão comum sem treino policial, pedir cães domésticos para ajudar a detectar e seguir o cheiro de uma criança que desapareceu? Cães domésticos não são capazes de fazer isso. Então, se isso é um absurdo total para qualquer cidadão comum, como é que poderia ser considerado por um polícia?

Judy Bachaach menciona que esses cães de estimação foram usados “sob a orientação da polícia, com cães farejadores de drogas". Nesse caso, já estavam na Praia da Luz algumas unidades K2, como os americanos se referem às unidades compostas pelo treinador e pelo respectivo cão-pisteiro. E isso é verdade, eles foram chamados por volta das 2:00 da manhã, e vieram do quartel de Portimão para a Praia da Luz. Mais tarde, às 4:00 da manhã, outras unidades K2 foram chamadas pelo comandante da GNR. Como é possível que polícias de uma unidade de cães-pisteiros, com treinamento específico sobre o uso de cães para procurar pessoas e drogas, possam pedir aos habitantes locais que tragam os seus cães para ajudar?

Não me surpreende que alguém tenha dado esse tipo de informação a Judy Bachrach, já que tantas coisas absurdas foram ditas e escritas sobre o caso. O que me surpreende um pouco é que uma jornalista experiente como ela não tenha feito as mesmas perguntas que eu fiz nos parágrafos anteriores, quando recebeu essa informação.

Os cães trazidos de Portimão eram cães de patrulha também treinados para rastrear pessoas e drogas. Mas por volta das 5:00 da madrugada, o comandante do grupo territorial das forças da GNR, com autoridade sobre a área do Algarve, após ter sido informado da situação, chamou uma unidade especializada de cães-pisteiros, sediada em Queluz, nos arredores de Lisboa. Esses cães são treinados apenas para detectar e seguir o cheiro de pessoas que tenham desaparecido. O comandante da GNR pediu que fossem enviadas várias equipas para a Praia da Luz. Toda esta informação está disponível, em inglês, no site “McCann: PJ Files”.

De Lisboa à Praia da Luz são mais de 300 quilómetros. As novas equipas de cães-pisteiros chegaram de manhã cedo - três policiais com quatro cães - e iniciaram as buscas imediatamente. Julgo que toda a gente que acompanhou o caso se lembra que Eddie e Keela pareciam cães domésticos. Eddie é um springer spaniel inglês, por exemplo. Cães farejadores não são apenas pastores alemães ou belgas malinois, raças habitualmene usadas como cães de patrulha, mas que também podem ser usados como cães-pisteiros, se forem treinados para isso. Estas duas raças de cães estão incluídas na lista das 10 raças com melhor olfacto e estão bem posicionados no ranking (quarto e sexto lugar) deste website especializado em cães.

Elementos da GNR, com cães-pisteiros, numa rua da Praia da Luz

Não sei que tipo de raça utiliza cria a unidade especial de Queluz. Mas podem utilizar outra raça, sem serem os pastores alemães ou os belgas malinois, tal como era o caso de Eddie e Keela, os “cães maravilha” que tinham asua própria página no site da polícia de South Yorkshire. É curioso que, desde há muito tempo, a ligação que eu coloquei, para aquela página vai dar a uma página em branco (*), embora o endereço ainda esteja visível e seja o mesmo que incluía uma espécie de “diário” sobre os famosos cães: https: // www.southyorks.police.uk/kidzone/dogdiary/thisweek.php

Será possível que as unidades especializadas K2, vindas de Queluz, usassem um tipo de raça que, como Eddie e Keela, também são cães de estimação comuns? Ter-se-á dado o caso de alguém ter visto esses cães com os polícias, ter tirado uma conclusão absurda – que eram cães, devido à sua raça, provavelmente pertenciam aos moradores locais - e tenha dado essa informação a Judy Bachrach?

De qualquer forma, “Orações sem Resposta” é uma óptima peça jornalística, muito bem escrita, bem pesquisada, com muitos factos, entrevistas, comentários e, como qualquer bom jornalista deve fazer, coloca muitas questões sobre o caso. Escrevi este post essencialmente como uma mensagem amigável para Judy Bachrach. Qualquer pessoa corre o risco de cometer erros no seu trabalho. Nós, jornalistas, estaremos mais "em perigo" de o fazer, devido a várias características do nosso trabalho, como, por exemplo, editores aos berros, na Redacção, porque ainda não acabámos de escrever o nosso artigo e estamos a atrasar o fecho da edição – algo que coloca uma enorme pressão sobre nós.

Eu próprio cometi dois erros, nos muitos posts que escrevi sobre este caso, desde 2007. Um desses erros foi realmente grande, quando confiei (sem verificar junto de outras fontes) numa informação que me foi dada por um colega que eu conhecia, há mais de 20 anos, com muito mais experiência de jornalismo do que eu e bons contactos em Inglaterra, onde tinha trabalhado, durante bastante tempo, também como jornalista.

(*) Uma busca no site da polícia de South Yorkshire sobre “cães”, “cães-pisteiros”, “Eddie”, “Keela”, não produz qualquer nenhum resultado. A página sobre os cães foi apagada, após a violenta reação de Gerry McCann, depois de Eddie e Keela terem dado indicações incriminatórias contra o casal, quando foram trazidos para a Praia da Luz. Ao mesmo tempo, alguns artigos publicadas em jornais britânicos começaram a lançar dúvidas sobre a fiabilidade desses cães-pisteiros, afirmando, entre outras coisas, que confiar neles era o mesmo que atirar uma moeda ao ar.

Antes de ser usada no caso McCann, Keela foi a “estrela” de uma reportagem publicada pelo “Daily Mail”, em 2005: “O cão-polícia que ganha mais que o chefe de polícia”, onde era elogiada a excelente capacidade do cão em “detectar” ínfimas amostras de sangue humano - mesmo em roupas, por exemplo, que já tinham sido lavadas. ”Martin Grime, o treinador de Eddie, num depoimento que está nos arquivos em DVD da investigação do desaparecimento de Madeleine, diz que os cães foram usado em cerca de 200 casos e nunca deram um “falso alerta”.

O chefe da Polícia de South Yorkshire, Meredydd Hughes com Keela

Martin Grime também é citado numa reportagem da BBC, que menciona um caso específico, em Jersey, quando “a polícia suspeitou que restos humanos teriam sido enterrados no local de um antigo orfanato (…) o springer spaniel fez parte da equipe de especialistas levada para investigar o caso. A polícia de Jersey disse que o cão, de sete anos de idade, detectou partes do corpo de uma criança, apesar de terem sido enterradas sob vários centímetros de cimento.

O jornal “The Sun”, em 5 de setembro de 2007, iniciou a campanha contra Eddie e Keela, com uma reportagem ciando um “especialis” anónimo que disse ao jornal que “os cães podem identificar traços de sangue, mas é loucura tirar conclusões importantes apenas a partir dessas indicações. Qualquer evidência que eles detectem deve ser usada como ponto de partida. É uma loucura confiar apenas naquilo que os cães-pisteiros assinalam ”, disse o chamado “especialista”, não identificado. A manchete de "The Sun" foi muito clara: "É uma loucura confiar em animais". É curioso, quase cómico, que o mesmo jornal tenha uma história, em Dezembro de 2005, sobre Keela, com a manchete: “O 'Sherlock Bones (Ossos) Nº1, do Reino Unido” (não disponível online).

Duas histórias do jornal "The Sun", sobre o mesmo cão, Eddie e o seu treinador, Martin Grime. A primeira foi publicada em 2005, a segunda em 2007

Depois dessa história, também em Setembro de 2007, o jornal “The Telegraph” (página não disponível on-line) surge com uma história diferente, mas no msmo sentido. “Os advogados de Kate e Gerry McCann entraram em contato com advogados norte-americanos, devido a um caso em que provas obtidas através de cães-pisteiros foram rejeitadas por um tribunal, na esperança de que isso pudesse ajudá-los a combater qualquer acusação de envolvimento na morte de sua filha”. Os advogados dos McCann, Angus McBride e Michael Caplan, “consultaram a equipe jurídica de Eugene Zapata, 68 anos, acusado de assassinar a sua esposa Jeanette, em 1976. Mas o juiz decidiu, no mês passado, que a prova não era mais fiável do que 'atrar uma moeda ao ar' e não poderia ser utilizada no julgamentoi", escreveu o jornal.

Gerry McCann, na única entrevista que deu a um jornal português, o semanário “Expresso”, também foi muito agressivo em relação à capacidade dos “cães maravilha”. Respondendo a uma pergunta sobre o facto de Eddie e Keela terem assinalado "traços de sangue no apartamento e no carro", Gerry afirmou que "não foi encontrado sangue" e disse que "aquela prova é inútil sem ser confirmada por análises forenses. E isso não foi feito”, acrescentou.

O pai de Madeleine McCan mencionou também que “a pouca fiabilidade desses cães foi comprovada num estudo realizado nos EUA, sobre um homem acusado de homicídio. Numa casa com dez quartos, foram colocadas, em cada um quarto, quatro caixas com legumes, ossos e lixo. Alguns tinham restos humanos. As caixas ficaramno local durante dez horas. Oito horas depois de levarem as caixas, vieram os cães. E os cães falharam em dois terços dos casos. Imagine a fiabildade de esse tipo de cães analisarem um apartamento, três meses depois de a criança ter desaparecido”, concluiu.

Eddie e Keela, de facto, tiveram em Setembro de 2007, aquilo que se se pode chamar uma vida de cão: num dia, eram os melhores cães-pisteiros do mundo, no dia seguinte, não eram mais fiáveis do que atirar uma moeda ao ar...

23.5.18

"Plea Bargain", uma "proposta" da PJ que só existiu para os McCann

Depois do interrogatório na sede da PJ, em Portimão, Philomena McCann, a irmã de Gerry lançou uma “campanha de desinformação”, citando Kate McCann: a polícia portuguesa ofereceu-lhe uma “plea bargain”, um acordo: “Se ela confessasse” ter morto acidentalmente Madeleine (…) e depois ter escondido o corpo e ter-se desfeito dele, então poderiam aplicar-lhe uma sentença de prisão de dois anos ou até menos ”, segundo o “The Telegraph”. Philomena McCann foi, inclusive, convidada para um debate sobre o caso, no programa “Larry King Live”, e disse, ao telefone: Se Kate “dissesse que matou acidentalmente Madeleine (…) ela teria uma sentença, sabe, muito reduzida, como dois anos ou até menos, mas isso é algo que ela nunca vai dizer, porque não há verdade nenhuma nisso ”, disse.


A “declaração” de Philomena McCann foi “confirmada” por Robert Moore, correspondente da ITN em Portugal, durante o mesmo debate: “Estou a ouvir o mesmo das minhas fontes aqui, essencialmente, é extraordinário como os investigadores portugueses lidaram com Kate McCann, em particular. Eles simplesmente disseram-lhe que se ela confessasse ter morto Madeleine, poderiam garantir que teria dois ou três anos de prisão. Eles até sugeriram que ela estaria livre novamente depois de um ano, e seria capaz de ver seus gêmeos crescerem ”, acrescenyou Robert Moore.


Enquanto isso, Philomena McCann continuou sua implacável campanha de “desinformação”, conversando com órgãos de Comunicação Social. Ela disse à Sky News “que a polícia portuguesa sugeriu que a sua cunhada acidentalmente matou Madeleine, escondeu o corpo e depois se descartou dele (...) Eu nunca ouvi nada tão ridículo na minha vida”, disse ela. Philomena McCann disse também à ITV News que a polícia portuguesa ofereceu a Kate McCann um acordo por meio de seu advogado.
O “Daily Mail” entrou em mais detalhes, citando o livro “Vanished”, escrito por Kate McCann: “A oferta de 'plea bargain' foi colocada aos McCann através do seu advogado, Carlos Pinto de Abreu. Ele disse-lhes que Kate McCann poderia ficar presa "apenas dois anos" se admitisse que Madeleine havia morrido em um acidente no apartamento, e confessasse ter escondido o corpo e, depois, ter-se desfeito dele." Kate McCann escreveu, no seu livro, de acordo com a citação do jornal: "Perdão? Eu não tinha a certeza se estava a ouvir corretamente. Eles realmente esperavam que eu confessasse um crime que eles tinham inventado, que alegassem falsamente ao mundo inteiro que a minha filha estava morta, e o resultado seria que o mundo inteiro parava de procurá-la?” (*)


O único problema é que a “plea bargain”, sistema amplamente utilizado nos Estados Unidos, simplesmente não existe no sistema jurídico português. A polícia não tem poder ou autoridade para propor, negociar ou sugerir sentenças de prisão, em troca de qualquer coisa que possa ser. Apenas num tribunal, em julgamento, os juízes têm o poder de decidir a sentença a ser aplicada. E, claro, eles levam em consideração todos os detalhes do caso.


A “campanha de desinformação” sobre a alegada “plea bargain” foi “morta” pelo próprio advogado português dos McCann, Pinto de Abreu. Talvez cansado e um pouco envergonhado (como advogado ...) de ver o seu nome envolvido naquele tipo de campanha, ele falou com a Imprensa, e foi claro, como o “The Guardian” referiu, na sua edição de 17 de setembro de 2007:


A polícia ainda estava a interrogar Gerry McCann quando já a sua irmã Philomena estava a dizer à Sky News que haviam oferecido a Kate McCann uma sentença reduzida de dois anos se ela admitisse ter matado a filha acidentalmente, escondendo o corpo e depois desfazendo-se dele (… ) Nessa altua, os policiais portugueses estavam furiosos e com certa razão. Como muitas outras coisas ditas sobre o caso McCann, nos últimos dias e meses, a história estava errada. Não houve oferta de nenhuma “plea bargain”. Tudo tinha sido "um mal-entendido", explicou o advogado dos McCann, Carlos Pinto de Abreu, no dia seguinte.”, escreveu o “The Guardian”.

(*) Editado às 00:47, 25 de maio de 2018 - Este é um detalhe que me escapou quando escrevi este post. O livro "Vanished" foi publicado em 2011. Kate McCann ignorou completamente o facto de o seu próprio advogado, ter negado publicamente, em Setembro de 2007, a existência da tal proposta de “plea bargain”. No seu livro, escrito quatro anos depois e publicado em 2011, Kate McCann repete a história fabricada sobre a "plea bargain" como se fosse verdade e não apenas mais uma campanha de desinformação dos McCann.

Uma situação estranha: quando um advogado pede à polícia para fazer uma pergunta ao seu cliente

Gerry McCann: "(...) era comum ela (Madeleine) sangrar no nariz".


"No final do interrogatório, em 7 de setembro de 2007, os detetives da PJ perguntaram a Gerry se Madeleine se teria ferido durante < sua estadia no Ocean Club. Gerry disse que não comentaria sobre isso. Depois que os detetives fazeram a última e formal pergunta - se ele teria mais alguma de a declarar - Gerry McCann disse que ele não via nenhuma evidência de que Madeleine estivesse morta, e que ele continuaria a busca, na esperança de encontrá-la viva".
"Quando a mesma pergunta formal - e usual - foi feita ao seu advogado, Pinto de Abreu, ele pediu que seu cliente fosse novamente questionado sobre se Madeleine tinha sangrado do nariz. Gerry respondeu e disse que Madeleine sangrava com frequência, pelo nariz, mas que ignorava se isso teria acontecido durante as férias em Portugal".

Baseado nas declarações de Gerry McCann à PJ (7 de setembro de 2007)

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Transcrição dos arquivos da polícia:"Quando perguntado se, em qualquer ocasião, Madeleine se tinha ferido, ele não fez nenhum comentário. No final do seu interogatório como arguido, o advogado de Gerry McCann disse que desejava que o arguido fosse questionado novamente sobre se Madeleine tinha sangrado do nariz. Gerry McCann respondeu que era comum ela ter sangramentos no nariz. Dca isse que não sabia se, de fato, sua filha tinha tido esse tipo de sangramentos duarante as férias em Portugal. "

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ARQUIVOS E DOCUMENTOS OFICIAIS DE INQUÉRITO
GERRY MCCANN DECLARAÇÃO COMO ARGUIDO - 07 SEP 2007

"O advogado de defesa disse que deseja que o arguido fosse questionado novamente sobre se Madeleine tinha sangrado do nariz. Ele disse ser comum Madeleine ter hemorragias nasais. Disse que não sabia se, de facto, a sua filha tinha sangrado durante as férias em Portugal e acrescentou que não queria ser influenciado pelas notícias na imprensa, sobre a detecção de sangue humano no apartamento onde a sua filha desapareceu".

4.2.18

"A GUERRA DOS MCCANN" - EM LIVRO DIGITAL (E-BOOK), DISPONÍVEL A PARTIR DE 28 DE AGOSTO DE 2018

Uma análise detalhada da campanha difamatória lançada pelos Media britânicos 
contra a Polícia Judiciária e as autoridades portuguesas


14.1.10

A Big Event



"WE WANT A BIG EVENT TO RAISE AWARENESS that she is still missing. We would look at high-profile people who have already pledged support. IT WILL BE SOME SORT OF FOCUS AROUND AN ANNIVERSARY, to tell people that Madeleine ’s still missing. I think IT WOULD BE LATER THIS YEAR, once media attention has dropped, to bring it back up, hopefully, for a short period. IT WOULDN’T BE A ONE-YEAR ANNIVERSARY, IT WILL BE SOONER THAN THAT." - Gerry McCann, interviewed by Jason Groves, from the Daily Express, three months after Madeleine McCann disappeared.

10.5.09

Madeleine McCann está viva e na serra algarvia

Investigadores ingleses contratados pelos pais da criança desaparecida da Praia da Luz dizem ser muito provável que Madeleine McCann esteja ainda na zona da Praia da Luz. Dave Edgar, que chefia a equipa de investigadores privados de Gerald e Kate McCann, disse ao jornal News of the World ser “muito provável” que Madeleine esteja viva e naquela zona, indicando uma área do interior algarvio, a cerca de 16 quilómetros da Praia da Luz. “Tratam-se de zonas isoladas e pobres, onde os aldeões vivem como sempre viveram, desde há muitos anos”, afirmou o ex-polícia britânico, salientando que a polícia portuguesa nunca fez buscas naquelas zonas.

Investigadores ingleses tiveram acesso a “ficheiros secretos”

Um grupo de ex-polícias britânicos, contratados pelos pais de Madeleine McCann, afirmaram ontem estar na posse de elementos que apontam para a possibilidade de a menor ter sido raptada por pedófilos residentes no Algarve. De acordo com Dave Edgar, que chefia a equipa de investigadores privados, as fragilidades da actuação da polícia portuguesa portuguesa terão permitido ao raptor escapar. O investigador britânico revelou ainda, em entrevista ao jornal News of the World, que a sua equipa teve acesso a documentos do processo que não foram revelados aos jornalistas.

De acordo com o jornal inglês News of the World, foram registados uma série de ataques pedófilos a crianças britânicas, nos últimos anos, no Algarve, perante a incapacidade e incompetência da polícia portuguesa.
O mesmo jornal refere que quase duas dezenas de pedófilos viviam perto da zona de onde foi raptada Madeleine McCann. Dave Edgar, que trabalha para os pais da criança desaparecida da Praia da Luz acusa ainda a polícia portuguesa de se recusar a colaborar com os investigadores britânicos, que estão agora a tentar localizar os pedófilos que viviam perto do Ocean Club, na Praia da Luz.
De acordo com aquele ex-polícia britânico, Madeleine McCann poderá ter sido levada para um aldeia no interior da serra algarvia, salientando que a polícia portuguesa nunca realizou buscas naquela região. Os investigadores ao serviço da família McCann procuram agora, no Algarve, cinco pedófilos suspeitos que poderão ter raptado Madeleine.

9.4.09

Brendan de Beer, uma reles imitação de jornalista


Este exemplar da escória humana já antes se tinha dedicado a insultar Portugal e os Portugueses. Agora, numa entrevista ao pai negligente da criança “desaparecida” na Praia da Luz, o sabujo distorce e manipula um pormenor fundamental, para fingir que é um jornalista sério. A dada altura, pede ao pai negligente para esclarecer a contradição entre as suas declarações e as de Jane Tanner, em relação ao local onde Gerry Mccann se encontrava, quando parou para conversar com Jeremy Wilkins, pouco antes de Madeleine “desaparecer”.

O que Brendan de Beer não revela é que Jeremy Wilkins, que esteve a conversar com Gerry Mccann por volta das 21h15, garante que Jane Tanner não passou por ali. Jane Tanner, “La Visionária”, garante que passou por ali e viu Gerry e Jeremy a falar, na rua, junto ao portão de entrada do apartamento A5, pouco antes de ver o alegado suspeito a transportar uma alegada criança.

Só me fica uma dúvida: o Brendan de Beer é mesmo estúpido ou foi pago para fazer esta manipulação jornalística?

8.4.09

Ao serviço de Sua Majestade...


Diz o róseo plumitivo (também conhecido por Clarence Mitchell e, alegadamente, ex-jornalista...) que o “documentário” inventado pelos Mccann poderá ser transmitido pela SIC. Escolha óbvia, na nossa opinião. Basta lembrar que Pinto Balsemão é, por acaso, membro do Conselho de Administração do "Daily Mail and General Trust".
Que o Expresso, também do mesmo grupo, tem um patarata de um director que não se coíbe de lamber publicamente as botas ao casal de pais negligentes, de uma forma que insulta a inteligência de qualquer primata.
E convém não esquecer que o dito semanário, na saga Mccann, sempre esteve contra a polícia portuguesa. Ao ponto de ter sido recompensado com uma entrevista exclusiva deste casal de pais que não trocam um bom jantar por nada. De facto, isto é tudo gente da mesma laia.
Já agora, será que no referido documentário o casal de pais amantes de jantaradas com amigos recordam que a testemunha Jeremy Wilkins acusa Jane Tanner de mentir?

7.4.09

Clarence Mitchel goza com desempregados da Praia da Luz

A excrescência rosa que rasteja atrás dos Mccann resolveu gozar com os trabalhadores portugueses do Ocen Club, despedidos devido à difícil situação económica da empresa, na sequência do alegado rapto de Madeleine McCann. No seu estilo petulante e racista, o porta-voz regiamente pago para proteger o casal de pais negligentes ridicularizou os trabalhadores que ficaram desempregados, afirmando que "uma ou duas dessas pessoas [staff do Ocean Club] apontaram o dedo aos McCann [pela perda dos respectivos empregos], e têm dito que pensam em processá-los. Sem querer diminui-los, tenho sérias dúvidas de que tenham sucesso", como refere esta notícia. Já tinha vi bosta de muitas cores. Rosa, é a primeira vez. Mas a verdade é que, seja qual for a cor da bosta, cheira ao mesmo.

6.4.09

Paulo Rebelo regressa a Lisboa

Cumprida a missão de que foi encarregue, Paulo Rebelo deixa o Departamento de Investigação Criminal (DIC) de Portimão e regressa a Lisboa. Guilhermino Encarnação também deixa aquela DIC e passa à reforma.

Gerry Mccann "patético e oportunista"

"Eu não percebo porque razão permitem estas cenas patéticas e oportunistas de um indivíduo que tem vivido à custa do dinheiro de terceiros, que não consegue provar a ninguém – se bem que a polícia, ao contrário, não tenha provas seguras – que não tem nada a ver com o desaparecimento da filha, para além da incúria própria de mentecaptos que deixa três crianças sozinhas num apartamento enquanto vão para os copos."

"Desta feita, este indivíduo, Gerry McCann, regressou ao Algarve alegadamente para colaborar na realização de um documentário de um canal britânico de televisão por ocasião do segundo aniversário do desaparecimento de Madeleine McCann. Fico sem saber se estes ingleses, que se ofendem todos e inventam histórias idiotas à volta do facto da mulher do Presidente dos EUA ter tocado na rainha da Inglaterra – que não pareceu incomodada, pelo contrário – também realizam os mesmos documentários sobre as milhares de crianças que todos os anos desaparecem na Inglaterra ou se temos o dinheiro a falar mais alto? Madeleine, tinha três anos quando desapareceu em Maio de 2007 de um apartamento turístico na Praia da Luz, que desde então tem perdido clientes e já anda a despedir trabalhadores."

"Este indivíduo, Gerry, e a mulher, Kate McCann, foram constituídos arguidos em Setembro de 2007, embora tivessem sido ilibados em Julho de 2008 por falta de provas. Confesso que é tempo dos algarvios se revoltarem contra estas palhaçadas, porque já enjoam, tal a insistência em torno do desaparecimento da coitada da Madeleine, enquanto ninguém sabe o que acontece a milhares de outras “madeleines” que desaparecem por essa Europa fora, nomeadamente na Inglaterra. Há dias li, e retive, isto:

“Enquanto a busca por Madeleine McCann é exposta pela comunicação social do mundo todo, outras 100 mil famílias inglesas vivem o mesmo drama em silêncio. De acordo com um relatório da ONG inglesa “Parents and Abducted Children Together”, é esse o número anual de denúncias recebidas pela polícia do Reino Unido que envolve o desaparecimento de crianças e jovens. Segundo dados da ONG, houve um aumento do número de sequestros de crianças registados nos últimos 10 anos no país e pelo menos um quarto dos casos tiveram envolvimento dos pais”. É isto que tem que ser denunciado. Porque da suspeição, bem ou mal, este protagonista de mais um documentário de uma televisão inglesa não se safa."

Luís Filipe Malheiro, in "Jornal da Madeira"

5.4.09

Pulhas nojentos

A canzoada que pulula pelas redacções dos pasquins britânicos já começou novamente a ladrar, quase certamente seguindo as ordens dos assessores do casal de pais negligentes que deixou três crianças sózinhas, enquanto emborcava garrafas de tinto e branco, numas férias em Portugal. Gerry e Kate aceitam agora fazer uma “reconstituição” do que aconteceu naquela noite, depois de terem rejeitado o pedido da PJ para o fazer.
Percebe-se porquê. O casal de pais negligentes tinha receio – e deixou isso bem claro – que a reconstituição da PJ tivesse como objectivo confirmar as declarações dos nove amigos que alegadamente jantavam no Ocean Clube, nessa noite.
Esta “iniciativa” do casal de pais negligentes é referida pela obediente Comunicação Social inglesa, com destaque para o “The People”, que aproveita para lançar falsas informações. Dizem estes idiotas que a polícia renovou os apelos ao público, colocando cartazes e distribuindo cerca de 10 mil folhetos, onde se apela a informações sobre a criança desaparecida.
Seria caso para perguntar a estes mentecaptos do “The People”: quem é que vos paga para difundirem falsas informações? A nova campanha que referem foi lançada pelo casal de pais negligentes e não pela polícia.
Como sempre, a excrescência rosa que acompanha o casal de pais negligentes lança umas atoardas destinadas a provocar lágrimas nos ingénuos. Diz a coisa rosa que há novos elementos que podem conduzir a importantes pistas. Pois. Mas nada de transmitir essa informação à Polícia Judiciária, certo?

30.3.09

Limites

Ao que parece, o casal McCann está a fazer planos para regressar a Portugal, no próximo aniversário do desaparecimento de Madeleine McCann. Ora aí está uma boa ideia. Será uma óptima oportunidade para os portugueses mostrarem o que pensam deles. Cara a cara.

19.7.08

Quem se responsabiliza pelo 'caso Maddie'?

O camarada Henrique Monteiro, director do Expresso, também é conhecido pelo “Petit Larousse”, entre colegas de profissão. A alcunha veio-lhe da sabedoria enciclopédica que demonstrava, quando era apenas jornalista, aliada à sua baixa estatura. No caso McCann, Henrique Monteiro mostrou-se muito “Petit” e pouco “Larousse”. E revelou uma santa ignorância e uma ingenuidade pouco compatíveis com os seus anos de vida e lides jornalísticas, ao proclamar, do alto do seu “saco de plástico”, que “caso se provasse que o casal era culpado”, ele “perderia completamente a confiança na condição humana.”

Se o director do Expresso estivesse mais atento à realidade, perceberia que abundam, por esse mundo fora, casos de mães que matam filhos, filhos que matam pais e irmãos que matam irmãos. Escrevo estas linhas com o coração em frangalhos, receando que, se o acaso as levar ao conhecimento do Henrique Monteiro, ele se transforme num homem de pouca fé, desiludido e amargo, sem esperança na condição humana, como resultado do confronto com este mundo que ele, aparentemente, desconhece

Em Novembro de 2007, na cidade de Tucson, Jennifer E. Jansma matou o filho de oito anos. Em Maio de 2005, em Chicago, Nicole Harris matou o filho de quatro anos, porque ele não parava de chorar. Em Abril de 2007, em Maryland, um homem de 55 anos espancou a mãe até à morte. Em Março de 2001, na Bulgária, Daniela Terziiska, estrangulou o filho de três anos. Em Dezembro de 2006, no Alabama, Shalinda Kalika Glass matou o filho de cinco anos. Em Novembro de 2007, Linda Calbi espancou até à morte o filho de 14 anos, por este lhe ter pedido para desligar a televisão. Em Julho de 2008, em Las Vegas, Sherri Love esfaqueou até à morte a filha de sete anos e feriu o outro filho, de oito anos. Em Agosto de 2007, no Canadá, um adolescente matou a tiro a mãe, de 43 anos e a irmã, de quatro anos. Em Janeiro de 2008, na Flórida, um homem espancou até à morte a filha de quatro meses, porque preferia que a mulher tivesse dado à luz um rapaz. Em Fevereiro de 2008, na Geórgia, Anthony Tyrone Terrell, de 17 anos de idade, matou a mãe e duas irmãs, de 11 e 4 anos, respectivamente.

Americanices”, na sua larga maioria, dirá Henrique Monteiro, alcandorado no editorial do seu espesso jornal. Coisas que só ali acontecem. Mas na Escócia, Petrina Stocker matou o filho, colocando 13 colheres de sal no biberão de leite. Em Inglaterra, Danielle Wails matou o filho de quatro meses, pegou fogo à casa, e disse à polícia que tinha sido atacada por dois homens, que a ataram com o fio do telefone. Também em Inglaterra, Martina McHattie atirou ao chão o filho de seis meses e disse aos médicos que a criança tinha caído, acidentalmente. O bébé morreu no hospital, poucos dias depois.

Nada disto é novo. Reza a Bíblia que Caim deu o exemplo, matando o irmão Abel. A hipótese de Gerry e Kate McCann estarem envolvidos na morte da filha seria, para o director do Expresso, o fim do mundo. Do “seu” mundo, onde estas tragédias, pelos vistos, não existem. Porque ele assim o determina, presumo. Faltou-lhe explicar, no referido editorial, se a sua confiança na condição humana apenas tremelica quando estão em causa membros da classe média-alta britânica, loiros e de olhos azuis.

O mais desastroso de tudo, para o director do Expresso, terá sido o facto de a PJ ter transformado “em arguido (...) os pais de Maddie” e, ao mesmo tempo, ter enviado “sub-repticiamente para a opinião pública sinais de uma conjectura que foram dando como se estivesse provada: que a menina tinha morrido e que os pais tinham ocultado o cadáver.” Se o director do Expresso olhasse cá para baixo, para o mundo real, de vez em quando, saberia que, nos Estados Unidos, por exemplo, 77% das situações de abusos (violência física, abusos sexuais, abusos emocionais e negligência) detectadas pela autoridades, são praticados pelos próprios pais. Em 11% dos casos, são outros familiares das crianças. Em Inglaterra e no País de Gales, em 2002, cerca de 80 % dos autores de homicídios de crianças foram os próprios pais.

Henrique Monteiro diz-se feliz por não ter perdido a sua confiança na condição humana. Mas diz ter passado a desconfiar da Polícia Judiciária – uma polícia que não investiga, apenas faz conjecturas, escreve ele. Polícia incompetente, portanto. Uma polícia que tem “certas pessoas” que se sentem mais juízes que investigadores. O director do Expresso coloca nesse mesmo saco “certos jornalistas, para quem a verdade é o que lhe diz uma fonte da polícia, ainda que o bom senso contrarie a lógica dessa pretensa verdade.”

O bom senso, neste caso, é o bom senso dele, Henrique Monteiro. Porque aquilo que não estiver de acordo com o seu bom senso, pelos vistos, não será bom senso. Serão “conjecturas”, “mito”, “arrogância” ou “desastre total.” E toda essa “gente” que não partilhe o bom senso, com odor a infabilidade papal, do director do Expresso, é “gente mesquinha, pequena, sem qualquer grandeza.”

Felizmente, temos o Henrique Monteiro. Que não é mesquinho, não faz conjecturas, não alinha em mitos, é a modéstia em pessoa, tem bom senso e, embora pequeno de estatura, exala grandeza por todos os poros. Travestido de inspector da Polícia Judiciária, perito forense, especialista em análises genéticas, treinador de cães-pisteiros, juiz de Instrução Criminal e magistrado do Ministério Público, o director do Expresso já investigou a investigação e proferiu um despacho lapidar: “O chamado 'caso Maddie' foi um desastre.”

Quando acabei de ler este editorial, lembrei-me logo das conferências de Imprensa do Clarence Mitchell, dos vídeos do Jon Corner, das acusações desbocadas da Philomena McCann, das entrevistas do Gerry e da Kate, dos artigos de opinião do Tony Parsons, das reportagens da Lori Campbell, dos “directos” do Martin Brunt e da vivacidade e entusiasmo das intervenções televisivas do dr. Rogério Alves. Coitados. Perante isto, são uns meros aprendizes de feiticeiro.

22.6.08

Eurodeputados portugueses: políticos ou palhaços?

Portugal tem 24 deputados no Parlamento Europeu. Três deles, pelo menos, manifestaram o seu apoio à chamada “Resolução McCann”: Ilda Figueiredo (PCP), Ribeiro e Castro (CDS) e Jamila Madeira (PS). Carlos Coelho, do PSD, chamou os bois pelo nome: os McCann lançaram uma campanha de Relações Públicas para se apropriarem de uma inicativa do Parlamento Europeu, que estava em curso, afirmou. Ribeiro e Castro, por exemplo, revelou à RTP que é um dos subscritores da "Resolução McCann".

Nenhum destes 24 cidadãos portugueses - que têm a responsabilidade política de nos representar no Parlamento Europeu - se manifestou contra o facto de cinco dos seus colegas terem convidado dois indivíduos, considerados pelas autoridades judiciais portuguesas como sendo suspeitos de um crime, para participarem numa conferência de Imprensa, nas instalações do mesmo Parlamento Europeu, a fim de apresentarem a tal "Resolução McCann".

Ficaram silenciosos perante um insulto e uma ofensa dirigidos ao Ministério Público, à Polícia Judiciária e, indirectamente, ao próprio Estado português. Convidar dois arguidos, suspeitos de envolvimento no desaparecimento da própria filha, para apoiar uma resolução a apresentar ao Parlamento Europeu, é um acto de desrespeito e total desprezo pela integridade, credibilidade e honorabilidade das autoridades judiciais e policiais portuguesas, que constituíram Kate e Gerry McCann como arguidos num processo-crime que ainda decorre.

O silêncio destes 24 deputados deputados portugueses do Parlamento Europeu, nesta matéria, leva-me a questionar se nós, eleitores portugueses, estaremos ali representados por um grupo de políticos ou por uma troupe de palhaços.

5.6.08

Os Mccann e a Casa Pia

O Ministério Público quis saber quem andou a telefonar para os Mccann (e vice-versa), antes e depois de Madeleine desaparecer. Quis também saber o conteúdo das mensagens sms que foram trocadas entres os mesmos intervenientes. O Juiz de Instrução Criminal entendeu que isso era impossível "por inexistir suporte legal para o requerido". O Ministério Público, inconformado, recorreu da decisão do Juiz de Instrução Criminal. O Tribunal da Relação de Évora concorda com o Juiz de Instrução Criminal. Portanto, no volumoso processo da Casa Pia, não há nenhum registo de ligações telefónicas feitas entre suspeitos alvo de investigação nem nenhuma lista de números telefónicos, dos mesmos suspeitos? Certo?

As férias dos Mccann

Gerry e Kate vão tirar umas férias, com os gémeos, em data ainda desconhecida e em local que será mantido em segredo, adianta a Imprensa inglesa. Clarence Mitchell, o porta-voz da família, diz que férias em Portugal estão fora de questão. Ainda bem. Ficamos todos mais tranquilos. E será o local escolhido aquela famosa ilha do amigo Richard Branson, onde ainda estiveram, recentemente, vários dos mais importantes apoiantes dos Mccann? A ser verdade, qual será o milionário que lhe vais colocar o seu jacto privado à disposição, como aconteceu com a ida do casal ao Vaticano?

3.6.08

A curiosa ausência da Método 3

Já repararam que Francisco Marco, o palhacito que regurgitava enormidades do género “vamos encontrar a Madeleine antes do Natal (de 2007...)” não bota faladura há um bom par de semanas? Não chamaria a isso o silêncio dos inocentes, mas acho estranho que alguém tão excitável e vocal perante a visão de objectos cilíndricos de apreciável dimensão – as teleobjectivas da TV e dos fotógrafos, claro... - tenha agora guardado de Conrado o prudente silêncio. Curioso. Iria jurar que isso aconteceu desde que a Método 3 mudou para um novo e luxuoso escritório, com uns vizinhos interessantes,no rés-do-chão. Faz-me lembrar o tempo em que a redacção de O Independente era por cima do famoso Cinebolso.

20.11.07

Uma pergunta aos meus vizinhos espanhóis

Porque diabo é que vocês, em Espanha, permitem que esse imbecil da Metodo 3, um rato de sacristia com fedor a incenso, arzinho de seminarista castrado e restos do que obra debaixo das unhas, diga o que bem lhe apetece, numa estratégia despudorada de perturbação de um inquérito-crime e obstrução à Justiça portuguesa?
Eu sei que, por cá, quem se devia dar ao respeito anda de calças em baixo e lambe as botas aos ingleses, perguntando se gostam assim ou se querem com mais brilho. Mas não sabia que o longo braço dos McCann já tinha também chegado aos testículos de gente importante do outro lado do Guadiana. Não há ninguém que faça jus às sábias palavras do vosso Rei e diga a esse escroque e burlão desse Francisco Marco: “Por qué no te callas?

Nick Fagge, outro inglês armado em jornalista

A canzoada asquerosa que cospe nas páginas dos tablóides ingleses, para além de inventar notícias, também as plagia, sem dó nem piedade. Este energúmeno, que dá pelo nome de Nick Fagge, copia, linha a linha, o que foi publicado no dia anterior pelo Diário de Notícias, sobre buscas discretas da PJ, levadas a cabo na Igreja da Luz.

O energúmeno vai ao ponto de colocar entre aspas algumas frases, traduzidas do texto do Diário de Notícias, como se ele próprio estivesse a citar alguém. E é gentalha desta que anda para aí armada em jornalista, a arrotar os seus azedumes contra a Polícia Judiciária, contra Portugal e contra tudo o seja de “pele escura” tipo mediterrânico, como diz aquela senhora que tem visões, a Jane Tanner.

Estes alegados jornalistas ingleses, que tocam de ouvido mal um “amigo da família” dos McCann lhes sopra qualquer imbecilidade, são raça que tem todos os defeitos dos ingleses e, infelizmente, nenhuma das suas virtudes. Ponham-lhes uma cerveja à frente, pode ser que se calem. Ou melhor, um barril, que esta cáfila bebe bem.