5.11.07

Comer, calar e desejar ainda mais

Todos os dias a Imprensa inglesa inventa uma nova imbecilidade para provar que a Polícia Judiciária é incompetente e não soube investigar o caso Madeleine. A PJ tem que calar e consentir, deixando correr o marfim, porque quem tem o processo nas mãos é a Procuradoria-Geral da República. O Ministério Público, dirigido por alguém tão competente que nem sabe o que há-de fazer em relação a eventuais escutas ao seu próprio telefone móvel, consente e cala – e cá para mim, muitos dos senhores Procuradores até devem achar útil, este enlamear da PJ.

O Ministério Público sempre se teve na conta de um autêntico "salvador da Pátria", única garantia da legalidade, em Portugal, perante uma Polícia Judiciária alvo de todas as suspeitas. E alvo de todos os tiros, porque não tenho notícia de que alguns desses senhores Procuradores tenha apanhado um balázio, no exercício das suas funções. O pior que lhes acontece é deixar cair um processo em cima do pé ou tropeçar ao entrar no BMW.

Mesmo com todas as limitações legais impostas pelo segredo de Justiça, de quando em quando ainda o presidente da ASFIC vai dizendo algumas verdades. Por enquanto (e lembrem-se do que aconteceu ao Coordenador Criminal Gonçalo Amaral, por dizer o mesmo...) Do lado das estruturas sindicais que representam juízes e magistrados do Ministério Público, jorra o silêncio. Até parece que nada têm a ver com o que se passa. Mas logo que surgirem novidades, se forem boas, podem ter a certeza que não serão os homens da PJ a encher os écrans da televisão e a dissertar sobre a eficácia da investigação criminal em Portugal.

1 comentário:

leonardo disse...

Penso que a igreja da Praia da Luz deverá ter algo a dizer. É muito estranho que o padre tenha dado as chaves da igreja para os pais da miúda irem lá a qualquer hora do dia ou de noite. A polícia foi lá? Os cães pisteiros foram lá?
Sem comentários