3.11.07

Uma empresa de detectives ou de assassinos?

No Daily Mail de hoje, dia 3 de Novembro, refere-se com detalhe parte da investigação que a Método 3, empresa espanhola de detectives privados, levou a cabo em Marrocos. O jornalista descreve como Antonio Jimenez, ex-responsável pelo combate ao crime organizado da polícia espanhola, foi a Marrocos e deslocou-se à aldeia onde Naoual Malhi terá visto reconhecido Madeleine McCann.

Convém dizer que a Dra. Naoual Malhi (exacto, é médica…) é divorciada, tem uma filha e vive numa zona perto de Marbela, habitada exclusivamente por britânicos. Algumas semelhanças de perfil, sem dúvida, com Mari Olli, a “turista norueguesa” que primeiro viu Madeleine McCann em Marrocos e que, mais tarde, se descobriu ser casada com Ray Pollard, nascido e criado em Groby, Leicester (a 10 minutos de Rothley, onde residem os McCann). Coincidências.

Mas a Método 3, pelos vistos, quer dar uma oportunidade aos alegados raptores de Madeleine McCann. Em vez de investigar discretamente e comunicar à polícia o que descobriu, a Método 3 coloca a boca no trombone e conta tudo à Imprensa Inglesa.

Se Madeleine estivesse nas mãos de um rica família árabe de Marrocos, como diz a Método 3, o que é que lhe aconteceria, ao saber que já há jornalistas ingleses a seguir a pista dessa família, graças às informações que a empresa espanhola de detectives lhes forneceu?

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