5.6.08

Os Mccann e a Casa Pia

O Ministério Público quis saber quem andou a telefonar para os Mccann (e vice-versa), antes e depois de Madeleine desaparecer. Quis também saber o conteúdo das mensagens sms que foram trocadas entres os mesmos intervenientes. O Juiz de Instrução Criminal entendeu que isso era impossível "por inexistir suporte legal para o requerido". O Ministério Público, inconformado, recorreu da decisão do Juiz de Instrução Criminal. O Tribunal da Relação de Évora concorda com o Juiz de Instrução Criminal. Portanto, no volumoso processo da Casa Pia, não há nenhum registo de ligações telefónicas feitas entre suspeitos alvo de investigação nem nenhuma lista de números telefónicos, dos mesmos suspeitos? Certo?

2 comentários:

astro disse...

Paulo, sugiro que publique um artigo na parte inglesa da Gazeta Digital, sobre este assunto. Várias pessoas em blogues e message boards gostariam de saber mais sobre a dualidade de critérios aplicada nestes casos. Se precisar de ajuda com traduções, não hesite em contactar-me.
Cumprimentos.

astro disse...

O Ministério público sabe perfeitamente quem telefonou para quem, e quem mandou mensagens para quem. O que falta, aparentemente, é conhecer o conteúdo das sms enviadas e recebidas. Se o MP/a PJ não tivesse tido acesso a listagens das ligações telefónicas registadas, como poderia estar a requerer o acesso ao conteúdo de 14+4 mensagens enviadas por um telemóvel não indentificado, para o sr. McCann? Como poderia saber da existência dessas SMS, sem ser pelos registos telefónicos...?